
Você já deve ter visto algumas meninas andando de skate, patins e bicicleta e fazendo manobras de arrepiar. Assim como as que saltam de pára-quedas e fazem rapel. Elas não são muitas, mas existem e abafam em um território praticamente masculino.
Alem de fazer bem como qualquer outro esporte, para aqueles que gostam é muito divertido! Você deve estar pensando o que isto tem a ver? Esportes e princesas? Mas até mesmo princesas gostam de andar de bicicleta, toda garota por mais radical e diferente ainda possui uma princesa bem lá no fundinho, então se você ama esportes radicais mas tem vergonha de dizer pra alguém aqui vai alguns bons argumentos.
Existem meninas que praticam por diversão, por esporte ou até mesmo como profissão. Todas elas têm uma coisa em comum: a paixão pelo que fazem.
A paixão por um esporte pode levar uma pessoa a mudar sua vida completamente. É o caso de Fabiola da Silva, que começou a patinar aos 16 anos. Ela sempre gostou de esportes de ação e acabou se tornando uma profissional nos patins. “Nunca fui muito chegada em brincar com bonecas. Comecei a patinar em uma pista perto de casa por diversão. Gostava de patinar. Com o decorrer do tempo, o esporte foi crescendo e acabou surgindo uma pista chamada Rollerbrothers, localizada na Barra Funda, em São Paulo.”
A partir daí, começaram a rolar os campeonatos e Fabiola se destacou entre os demais. É claro que ela praticava bastante. “Percebi que aprendia rápido e gostava muito. Depois de um tempo foi organizada uma apresentação com dois americanos. Eles vieram fazer um show na pista. A minha equipe fez uma apresentação e dois americanos acharam legal ver uma menina andando bem e dando aéreos – que são manobras no ar.”
Os americanos pediram o telefone dela, mas ela não imaginava que iria dar em alguma coisa. Para sua surpresa, depois de seis meses, eles ligaram e a convidaram para participar de um dos maiores campeonatos dos USA. “Eles me convidavam para participar dos X-Games. Tinha apoio nesta época de uma loja chamada Traxart. Falei para eles que tinha sido convidada a participar de um dos maiores torneios nos USA. Perguntei se eles poderiam me ajudar com os custos da viagem. Eles foram tão bacanas que financiaram toda a minha viagem. Fui, ganhei o campeonato e consegui patrocínio da Rollerblade, que me banca até hoje.”
Depois que a Fabiola terminou o colegial, decidiu se mudar de vez porque as competições exigiam que ela viajasse muito. “Foi muito difícil por cauda da minha família. Nunca me separei deles para nada. Hoje, aos 22 anos, moro na Califórnia e vivo para patinar.”
Cássia Cristina de Souza, de 18 anos, vai além no campo dos esportes radicais. Ela escolheu o skate, uma modalidade quase exclusiva de meninos. “É meu esporte favorito. Vou todos os finais de semana para pista de skate onde pratico. É o meu momento de descanso e lazer, onde eu carrego as energias gastas com meu trabalho e estudo. Não me vejo sem andar de skate, acho que todo esporte é meio uma paixão. Não faria dele meu trabalho, mas faço dele o meu esporte”, explica Cássia. A estudante conta que tudo começou quando seu pai deu um skate para o irmão mais velho e ele nem ligou. Cássia resolveu experimentar o “brinquedo” abandonado e amou.
Assim como essas meninas existem muitas que praticam esportes radicais. É preciso acabar com a idéia de que determinados esportes são “fortes” demais para meninas ou “coisas de meninos”. O importante é buscar algo que faça bem a você e que você sinta prazer praticando. Mesmo porque, esporte sempre é muito bom, tanto para o corpo, quanto para mente.










